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Durante cinco dias, artistas, artesãs, fazedores de cultura e guardiões de saberes de Itacoatiara (AM) compartilharam o ritmo acelerado do cotidiano por um convite pouco comum: olhar para o que os conecta ao território onde vivem.

Foi assim que nasceu a Samaúma Residência Artística: Arte, Memória e Território, uma iniciativa da Fundação AMAGGI, em parceria com a artista e curadora Ruth Albernaz da Casa Biosfera, realizada no Centro Cultural Velha Serpa (CCVS), entre os dias 15 e 19 de junho. 

Inspirada na árvore símbolo da Amazônia, a Residência propôs uma imersão em que a criação artística partiu das histórias de vida, das memórias, dos afetos e das relações construídas com o território. Mais do que produzir obras, o objetivo foi fortalecer processos criativos e reconhecer que a arte também nasce das experiências, dos saberes tradicionais e das vivências compartilhadas.

Ao longo da semana, cada participante foi convidado a revisitar suas trajetórias, identificar referências que alimentam sua criação e construir, coletivamente, uma cartografia afetiva de Itacoatiara. No grande mapa desenhado durante a residência, rios, árvores, comunidades, pessoas e lembranças passaram a ocupar o mesmo espaço, revelando um território contado por quem o vive.

A metodologia desenvolvida por Ruth Albernaz percorreu um caminho que começou nas narrativas individuais e encontrou, aos poucos, as memórias coletivas. O resultado foi um ambiente de escuta, colaboração e experimentação, onde diferentes linguagens artísticas dialogaram com a biodiversidade amazônica, os saberes populares e a identidade cultural da região.

Para a coordenadora de projetos da Fundação AMAGGI, Bruna Ribeiro, apoiar iniciativas como essa significa reconhecer que o desenvolvimento de um território também passa pelo fortalecimento da cultura.

“Quando falamos em desenvolvimento territorial, também estamos falando de cultura. A residência nos mostrou que fortalecer artistas é fortalecer pessoas, memórias e identidades. Quando alguém reconhece o valor da própria história e dos saberes que carrega, amplia suas possibilidades de criação, de geração de renda e de atuação no território. É esse tipo de transformação que buscamos apoiar na Fundação AMAGGI”, afirmou Bruna. 

A residência também reafirma o papel do Centro Cultural Velha Serpa como um espaço de encontro, formação e valorização das expressões culturais amazônicas, aproximando artistas, mestres da cultura popular e fazedores de cultura em torno de um objetivo comum: reconhecer que a memória não pertence apenas ao passado, mas continua sendo uma das maiores forças para imaginar e construir o futuro.

Confira mais sobre as atividades da Residência Artística https://www.youtube.com/watch?v=ed_1Ao0HheI

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